Diário da artista fracassada

angústia no processo criativo

Achou que esse blog tava morto? Achou errado, otário

Passei esse mês de outubro meio que me reaproximando de outras formas de arte. Tive uma conversa com a Yuu sobre conceito de álbuns fictícios e isso me deu vontade de fotografar o meu, mas eu preciso me organizar pra tirar minha câmera do buraco o de ela está, vestir uma roupa bonita e sair clicando (aiai, aiai) Porém, nesses dois ou três dias que fui novamente confrontada com a possibilidade de criar conteúdo em vídeo para as redes sociais (palavras que não estão na biblia: criar conteúdo pras redes sociais), conheci dois canais que me deixaram triste as in me sentindo com uma existência inferior e lixo. O da lifeofriza e o da xsbel especialmente. Porque tudo o que eu queria era ser uma mocinha jovem, magra e pequenininha com um rosto fofo, narizinho delicado e roupinhas whimsy, mas eu sou uma mulher casada excessivamente responsável, com cabelo murcho, nariz enorme, linhas de expressão desde que me lembro, acima do peso e com espinhas descontroladas, que mora no interior. A percepção de mim mesma como alguém desinteressante - e particularmente feia, dado que o reconhecimento artístico no século XXI das mulheres parece NECESSARIAMENTE requerer beleza - é enervante e deprimente na mesma medida. Eu sei que eu tenho algumas qualidades - if anything, sou esforçada - mas como isso nunca me leva longe o suficiente, sinto-me chateada e inclinada a me enrolar em posição fetal e jogar tudo pro alto porque nunca projetarei essa imagem que eu queria: jovem, fofa, menina mulher com um feitiço. Eu sou uma caminhoneira, uma adolescente velha demais e que consegue no máximo parecer ridícula e não encantadora. A artista, ao se sentir um amontoado de defeitos e disfunções automaticamente sente que qualquer uma das suas obras vai ser desnecessária e que é melhor desistir e se enrolar etc etc. O que não é necessariamente verdade, mas pra acreditar nisso eu preciso me esforçar.